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Governo quer flexibilizar empresas de taxi aéreo para fazer voos regionais


As regras que limitam a atuação de operadoras de taxi aéreo vão ser flexibilizadas para estimular a oferta de voos regulares em aeroportos de pequeno porte no país.

O objetivo é ampliar o alcance da aviação regional, ligando cidades menores aos grandes centros atendidos pelas companhias aéreas nacionais.

"Ainda este ano vamos flexibilizar as regras, elevando de 15 para 50 frequências semanais o limite de voos dessas companhias [de pequeno porte]", disse ao Valor Dario Lopes, secretário nacional de aviação civil do Ministério dos Transportes. "Dos 190 aeroportos que temos atualmente em nosso plano de aviação regional, cerca de 150 têm uma demanda muito rarefeita, com poucos passageiros. São mercados que não justificam aviões maiores e que só serão rentáveis para empresas que utilizarem aeronaves menores", acrescentou ele, que participou do International Brazil Air Show (IBAS), encerrado ontem no Rio.

Segundo Lopes, o Brasil tem uma grande frota de Caravans [aviões turboélices com até 12 lugares] e centenas de grandes aeronaves, com mais de 130 assentos. "Entre as Caravans e os jatos Boeing, Airbus e Embraer existe um grande vácuo. Esse é um problema que precisa ser resolvido", afirmou.

O modelo Caravan, fabricado pela unidade Cessna da holding americana Textron, tem hoje 231 unidades em operação no país.

As companhias aéreas que oferecem voos comerciais regulares no Brasil - Gol, Latam, Azul, Avianca, Passaredo, Map e Total - somam 500 aeronaves, sendo 90% desse universo composto por jatos Airbus, Boeing e Embraer com mais de 30 assentos.

Sem esse tipo de aeronave, com até 30 assentos, observa Lopes, não há como integrar cidades de aeroportos menores com os grandes centros atendidos pelas companhias aéreas nacionais. "Então não tem como usar os aeroportos menores para alimentar os grandes aeroportos atendidos pelas companhias maiores", disse.

Para atenuar esse quadro, o governo está perto de atender uma demanda das empresas de taxi aéreo classificadas como Ligações Aéreas Sistemáticas (LAS). A sigla batiza companhias que operam em cidades não servidas por linhas aéreas regulares, com frequência mínima de pelo menos um voo semanal. Hoje, as empresas que atuam como LAS não podem fazer mais que 15 frequências semanais, o que inviabiliza a criação de novas rotas regulares.

Estão registradas na Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) 120 empresas de táxi aéreo, que respondem por uma frota de aproximadamente 400 aeronaves, entre turboélices e jatos. Qualquer uma delas poderá pedir para atuar como LAS, após definidas as regras de operação nesse modelo de negócio.

Uma meia dúzia de empresas poderiam começar a operar no curto prazo pequenas rotas regionais utilizando os Cessna Caravan.

Uma delas é a Two Flex, do interior paulista, que tem 18 aeronaves Cessna Gran Caravan - a maior frota desse modelo no país. Em entrevista em 3 de fevereiro, Rui Aquino, sócio da Two Flex, afirmou que sua companhia está pronta para operar voos para pelo menos 30 cidades que hoje não possuem linhas regulares, se as regras forem flexibilizadas. Seu plano prevê investir US$ 18 milhões e aumentar a frota para 30 aviões.


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