Escola Voar

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Academia da Força Aérea celebra nesta quinta (21/05) o Dia do Instrutor de Voo

A data foi instituída em 1998, quando foi atingida a marca de um milhão de horas de voo de instrução
Publicado: 21/05/2015 16:14h

Fonte: AFA
  Dedicar-se à formação dos futuros oficiais aviadores da Força Aérea Brasileira (FAB) nas mais diversas missões que ela cumpre para manter a soberania aérea do país. É essa a missão dos atuais 126 instrutores de voo da Academia da Força Aérea (AFA) nos dois esquadrões de instrução aérea. Nesta quinta-feira (21/05), a AFA homenageia o instrutor de voo. A data foi instituída em 1998, quando foi atingida a marca de um um milhão de horas de instrução, número que hoje já ultrapassa 1,5 milhão.
Responsável por cerca de 20% de todos os voos diários realizados pela FAB, o instrutor de voo tem o papel de dar ao cadete desde os primeiros passos na aviação até a sua formação como piloto militar. Para isso, a AFA realiza, em média, 150 pousos diários, totalizando, ao ano, uma média de 30 mil horas de voo, sendo a grande maioria de instrução.
O Tenente Aviador Alfonso Bittencourt Filho explica que cada instrutor realiza até três voos diários e, entre a instrução teórica antes do voo (chamada de briefing), e pós-voo (debriefing), cada instrução aos 233 cadetes do segundo e quarto ano da AFA dura cerca de três horas entre briefing e debriefing. “A rotina do cadete aviador exige que ele chegue antes do nascer do sol ao esquadrão de instrução e, antes dele, os instrutores já estão no local”, explica o tenente.
Seguido como modelo e referência, a relação entre instrutor e cadete deve ser de confiança e cumplicidade no voo, pois a atividade fica confiada à experiência do instrutor e à capacidade de aprendizagem do cadete. O Tenente-Coronel Aviador Afonso Henrique Junqueira de Andrade Junior, com 13 anos de instrução de voo, é o oficial aviador da ativa com o maior número de horas de instrução, mais de 3.500.
Na sua visão, a formação do recurso humano na FAB é elemento essencial para o cumprimento de sua missão, por isso, não só o exemplo da técnica basta, m  as, também, moral e caráter. “O instrutor é o oficial mais avaliado, pois o cadete busca nele um modelo. Os cadetes merecem o melhor que podemos oferecer”, afirma o Tenente-Coronel Afonso Henrique, que é chefe da Subdivisão de Instrução de Voo da Academia.
Os coronéis aviadores instrutores da reserva são o exemplo da importância da experiência de voo para a formação do cadete. O Coronel Aviador Marcio Cesar dos Santos, formado em 1979, está na reserva há seis anos, porém, voltou para Pirassununga (SP) para novamente ser instrutor. Atualmente, acumula 2.500 horas e é o oficial com a maior quantidade de horas de voo no 2º Esquadrão de Instrução Aérea (2º EIA), onde os cadetes do segundo ano têm seu primeiro contato com a aviação.
“Muitos chegam sem nunca terem voado antes. Aqui podemos acompanhar todo o progresso do cadete, por isso, gosto de atuar na instrução primária. Com o tempo, adquirimos mais paciência e experiência, importantes para transmitir aos cadetes a sensação e sentimentos necessários para o voo”, afirma o instrutor padrão de 1983, ano em que serviu pela primeira vez na AFA.
A dedicação empregada pelo instrutor é percebida também pelos cadetes aviadores, como o Cadete Tales Pimenta, do quarto ano. “Futuramente me lembrarei dos meus instrutores como oficiais abnegados, que acordavam antes mesmo de nós, para darem asas aos seus alunos”, disse.

Esquadrões de caça treinam combate aéreo na Base Aérea de Anápolis (GO)

Exercício inclui técnicas utilizadas por unidades aéreas da OTAN
Publicado: 21/05/2015 11:11h

Fonte: Agência Força Aérea
  Sgt Amaral Duarte/BAANCerca de 300 militares e 30 aeronaves de diferentes aviações da Força Aérea Brasileira estão envolvidos no exercício BVR realizado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás. O treinamento conjunto, que se encerra em 03 de junho, tem o objetivo de instruir as unidades de defesa aérea na doutrina de combate além do alcance visual (BVR, do inglês Beyond Visual Range), em situações onde os pilotos empregam mísseis de maior alcance que os mísseis infravermelhos usuais.
“As técnicas estão de acordo com as utilizadas atualmente pelas unidades aéreas que fazem parte da OTAN”, explica o coordenador do exercício Coronel Aviador Raimundo Nogueira Lopes Neto.
A cada edição, os coordenadores adicionam novos desafios, que tornam o cenário de conflito mais complexo, permitindo evolução e aprimoramento das técnicas treinadas pelas tripulações. Além disso, segundo o coordenador, é uma oportunidade de difundir e padronizar as doutrinas de combate mais modernas para todas as unidades aéreas da FAB. Serão treinadas missões de combate aéreo, controle e alarme em voo, reabastecimento em voo, escolta e defesa antiaérea.
Uma das novidades desta edição é o emprego da aeronave de reconhecimento R-35. Aeronaves de caça escoltam este avião, responsável por gerar informações de reconhecimento, respondendo aos fatores impostos por um possível cenário de crise. A área de instrução, onde os voos são realizados, também foi remodelada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). “Foram feitos todos os arranjos para desviar do tráfego civil”, explica o coordenador.  Sgt Amaral Duarte/BAAN
Controladores de tráfego aéreo, alocados no Primeiro Centro de Operações Militares (COPM 1) do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1), também participam do exercício. “Eles são integrantes fundamentais da missão”, destaca o coronel. Os profissionais assistem aos briefings e debriefings em conjunto com os pilotos, por meio de videoconferência, para testar a capacidade de enlace de comunicação com vídeo provida pelo Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC).
Antiaérea - Em 2014, o Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE) participou da BVR para realizar treinamentos do sistema IGLA. Neste ano, o Núcleo do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (Nu3GDAAE) da BAAN terá a oportunidade de treinar com o 2º GDAAE. Considerando que Exército e Aeronáutica utilizam o sistema de míssies IGLA, os grupos de defesa antiaérea da FAB estarão participando juntamente com a Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro no Exercício Operacional BVR. Eles poderão treinar engajamentos com as aeronaves que participam da BVR.
  Sgt Amaral Duarte/BAANUnidades aéreas - Realizada desde 2012, a BVR ocorre mais de uma vez ao ano. A Base Aérea de Anápolis é geralmente escolhida para sediar o exercício por dispor de pista exclusivamente para uso militar. Nesta edição participam as seguintes unidades: Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), Esquadrão Pampa (1º/14º GAV), Esquadrão Pacau (1º/4º GAV), Esquadrão Flecha (3º/3º GAV), Esquadrão Carcará (1º/6º GAV), Esquadrão Guardião (2º/6º GAV), Esquadrão Gordo (1º/1º GT) e Esquadrão Pelicano (2º/10º).




terça-feira, 19 de maio de 2015

Voo é cancelado após duas tentativas de decolar em Montes Claros

Passageiros viveram tensão após segunda tentativa, quando luzes de aeronave se apagaram de repente; Azul lamentou o ocorrido



PUBLICADO EM 19/05/15 - 21h11
Passageiros de um voo da Azul Linhas Aéreas, que sairia do aeroporto de Montes Claros, no Norte de Minas, com destino a Belo Horizonte, no fim da tarde desta terça-feira (19), passaram por momentos de tensão após a aeronave em que eles estavam apresentar problemas técnicos e o piloto retornar à pista após duas tentativas de decolar. Na segunda tentativa, de acordo com passageiros que estavam no voo, as luzes do avião se apagaram de repente.
"O voo estava previsto para às 17h. Antes do embarque, fomos informados de que iria ter um atraso. Dentro da aeronave, demoramos mais 30 minutos para decolar. Em seguida, o piloto explicou que estava havendo um problema técnico e que iria retornar para resolver o problema", relatou a engenheira Gabriela Brant, de 25 anos, que estava na aeronave.
"Os passageiros foram acionados novamente pela empresa para o embarque às 19h30. Eles garantiram que o problema havia sido resolvido. Após o embarque, quando a aeronave havia se dirigido para a pista de decolagem, as luzes desligaram. A partir daí, aguardamos e o comandante explicou que devíamos desembarcar definitivamente e que o voo tinha sido cancelado", contou a passageira.
Solução
A Azul, responsável pelo voo, tenta reacomodar os passageiros em um voo para capital ainda nesta terça. "Eles informaram que há uma aeronave que  irá chegar ao aeroporto às 23h e que talvez poderíamos retornar ainda hoje. Caso contrário, quem preferir voltar de avião para BH só terá voo disponível para a próxima quinta-feira (21)", explicou Gabriela.
A outra opção para os passageiros é retornar para a capital ainda nesta terça em um ônibus de viagem. "A empresa já começou a classificar os passageiros de acordo com a opção deles", disse a engenheira.
Cancelado
Em nota, a Azul confirmou que houve um problema técnico na aeronave e lamentou o ocorrido. "Os Clientes estão recebendo toda a assistência necessária de acordo com a resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e serão reacomodados em outros voos da empresa. A companhia lamenta o ocorrido e ressalta que ações como essa são necessárias para conferir a segurança de suas operações", diz o comunicado.
Veja o vídeo que mostra os passageiros após o segundo desembarque:

Atualizada às 21h31

Boeing 747 da China com o Primeiro Ministro Chinês a bordo de Brasília para o Galeão, través de Oliveira-mg, foto de agora.


Companhia aérea chinesa assina acordo para compra de 22 aviões da Embraer



São Paulo, 19 mai (EFE).- A companhia chinesa Tianjin Airlines assinou nesta terça-feira o acordo final para a compra de 22 aviões da Embraer em uma negociação de US$ 1,1 bilhão, conforme o atual preço de lista da empresa brasileira.
Segundo comunicado da Embraer, a Tianjin Airlines, subsidiária do Grupo HNA, receberá 20 aeronaves do modelo E195 e dois E190-E2 (os primeiros do tipo a serem operados por uma companhia aérea do país asiático).
O anúncio da negociação faz parte da viagem ao Brasil do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, recebido hoje pela presidente Dilma Rousseff.
O primeiro E195 será entregue aos chineses ainda neste ano, enquanto os E190-E2 serão enviados à Tianjin Airlines a partir de 2018, afirmou a Embraer.
As 22 aeronaves fazem parte de um contrato inicial de opção de compra de 40 aviões anunciado durante a visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping, a Brasília, em junho de 2014, durante a Cúpula dos Brics sediada pelo Brasil.
A aquisição definitiva dos outros 18 aviões, todos do modelo E190-E2, depende de uma autorização posterior por parte dos órgãos de regulação chineses.
A Tianjin Airlines, que atua no mercado regional chinês e em voos internacionais próximos, é atualmente a companhia com a maior frota de aeronaves da Embraer na Ásia, com 50 aviões E190 em operação.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Carro voador cai durante voo de teste na Eslováquia

A 300 m de altitude, o AeroMobil teve 'situação inesperada', diz empresa.
O piloto, também fundador da companhia, usou paraquedas para aterrissar.

Do G1, em São Paulo
Um carro voador caiu durante um voo teste na Eslováquia nesta sexta-feira (8). O piloto, que também é o fundador da empresa fabricante, conseguiu acionar o paraquedas a tempo e não se feriu.
Já em seu terceiro protótipo, o AeroMobil realiza testes desde outubro de 2014. Com dois lugares, para motorista e carona, o veículo pode trafegar normalmente como um carro de passeio. Para voar, abre as asas dobráveis posicionadas acima no capô faz as hélices na traseira girar (Veja vídeo acima).
De acordo com o site eslovaco “Nitra”, as pessoas que estavam próxima do aeroporto da cidade de Janíkovce, de onde o carro decolou, dizem terem visto o veículo cair em parafuso.
Segundo comunicado da empresa, o piloto, Stefan Klein, voava a 300 metros de altitude quando “encontrou uma situação inesperada”. Para amenizar a queda, ele acionou um paraquedas que, diz a companhia, “aterrissou o veículo sem causar qualquer ferimento ao piloto”. Já o carro voador não sobreviveu.
Klein passou vinte anos trabalhando no desenvolvimento do veículo. Ele diz ter se inspirado nas histórias fantásticas dos escritores Júlio Verne (1828-1905), de obras como “Viagem à Lua” e “A Volta ao Mundo em 80 dias”, e Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), autor de “O Pequeno Príncipe”.
Em sua conta no Twitter, a empresa evoca outra celebridade, dessa vez do campo da indústria, para explicar a queda do carro. Citando Henry Ford, pioneiro da indústria automobilística, tuitou: “Verdadeiros erros são apenas aqueles com os quais nós não aprendemos nada”.
“No processo de desenvolvimento de novos veículos, especialmente na fase de protótipo, a possibilidade de situações inesperadas são uma parte natural do programa de teste”, informou a empresa. Completou afirmando que o protótipo será testado de “de todas as formas possível para estabelecer seus limites e melhorá-lo”.
Para AeroMobil, a terceira versão do carro voador já era fabricada com os mesmos materiais da versão final do veículo, que chegaria ao mercado em 2017.
Carro voador da AeroMobil, em exposição em feira automotiva da Eslováquia. (Foto: Divulgação/AeroMobil)Carro voador da AeroMobil, em exposição em feira automotiva da Eslováquia. (Foto: Divulgação/AeroMobil)

Anac reajusta tetos das tarifas dos aeroportos Galeão e Confins

Novas tarifas passam a vigorar nesta segunda-feira (11).
Entre outros, aumento vale para embarque, conexão, pouso e permanência.

Da Reuters
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias dos aeroportos Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais, em 8,8963%, segundo decisões publicadas nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.
O reajuste vale para as tarifas de embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia. Tanto em Galeão quanto em Confins, a tarifa de embarque doméstico do Grupo I passou a R$ 18,73 e a internacional a R$ 33,17, enquanto a de conexão doméstica e internacional passou a R$ 8,62.
Os novos tetos tarifários passam a vigorar nesta segunda-feira, sendo que as concessionárias devem divulgar as novas tarifas e podem praticá-las após 30 dias.
A concessionária do aeroporto de Galeão é composta por Odebrecht TransPort e Changi Airports International, enquanto a de Confins é formada por CCR e pela Flughafen Zurich