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Aeroporto de Goiânia gera economia com sistema de tratamento e reúso de águas

 

O Aeroporto de Goiânia/Santa Genoveva (GYN) conta com uma ETR - Estação de Tratamento e Reúso de águas pluviais e de águas cinzas. A unidade foi entregue junto com o novo terminal de passageiros, em maio de 2016, e, após a fase de operação assistida, entrou em pleno funcionamento em novembro do ano passado.

No primeiro bimestre de operação, a estação entregou 1.384 m³ de água para reuso, 39% de todo o volume de água utilizado no terminal. Esses resultados, além dos benefícios ambientais, trouxeram economia de R$ 23,2 mil.

A ETR gera, mensalmente, cerca de 800m³ de água para reúso, mas em operação máxima pode chegar a 65 m³ por dia. Em janeiro, a produção foi de 823,7 m³, uma economia de R$13,8 mil. “Esse tratamento traz grandes vantagens para a utilização em aeroportos. No caso do Aeroporto de Goiânia, foi dimensionado para um público de mais de 6 milhões de passageiros ao ano. A medida que nossa demanda crescer, a produção da ETR também cresce”, explicou José Constâncio, engenheiro ambiental responsável pela operação da estação, que acrescentou: “Neste cenário em que a crise hídrica chega ao Centro-Oeste, a ETR constitui uma fonte alternativa de água para o aeroporto.”

Segundo a avaliação da coordenadora de Meio Ambiente do aeroporto, Arlete Machado, uma das grandes vantagens da utilização da água de reúso é a preservação de água potável, permitindo que seu uso seja exclusivamente para atendimento de necessidades que exigem a sua potabilidade, como para o abastecimento humano. Entre outras vantagens, está a redução do volume de esgoto descartado e a redução dos custos com água e esgoto.

Como a ETR funciona 

São coletadas e tratadas águas pluviais e também águas cinzas, que são os descartes gerados nas pias, bebedouros e chuveiros, que não sejam provenientes de sanitários, onde há contaminantes biológicos.

No caso das águas pluviais, estas são coletadas pelo sistema de calhas de todo o terminal, e passam por separação de água e óleo, filtragem e desinfecção por ultravioleta. Já as águas cinzas recebem tratamento aeróbio, com aeração, sedimentação e polimento, e tratamento físico-químico, que inclui floculação, sedimentação, desinfecção, filtração e desinfecção ultravioleta.

Após o tratamento estas águas são utilizadas para descarga nos vasos sanitários e mictórios de todo o terminal de passageiros.


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Sobre Alexandre Marques

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